Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de março de 2025 · 2 min de leitura ·

Lua “engana” a humanidade há décadas

Lua “engana” a humanidade há décadas

Cientistas pensavam ter resolvido um dos maiores mistérios da astronomia: a origem da Lua. A teoria mais aceita sugere que um objeto do tamanho de Marte colidiu com a Terra primitiva, lançando material derretido ao espaço. Esse material teria se agrupado e dado origem ao nosso satélite natural.

Essa explicação ganhou força na década de 1980 e parecia fazer sentido. A Lua tem pouca água e um núcleo pequeno de ferro, características que indicam que se formou a partir da camada externa da Terra. Além disso, sua superfície branca e cheia de minerais sugere um passado de intenso calor, solidificando-se ao longo do tempo.

Acreditava-se que a Lua, recém-formada, estivesse muito próxima da Terra. Com o tempo, a interação gravitacional entre os dois corpos foi afastando o satélite, um processo que continua até hoje, a uma taxa de cerca de cinco centímetros por ano. No entanto, há algo que os astrônomos podem ter interpretado errado: a verdadeira idade da Lua.

As primeiras pistas sobre esse possível engano surgiram com as amostras de rochas lunares trazidas pelas missões Apollo. As análises indicavam que as rochas mais antigas tinham 4,35 bilhões de anos, ou seja, a Lua teria se formado cerca de 200 milhões de anos após o nascimento do Sistema Solar.

No entanto, alguns pesquisadores começaram a questionar essa idade. Modelos de formação planetária sugerem que, nesse período, a maior parte dos materiais que flutuavam pelo espaço já teria sido incorporada a planetas ou expulsa do Sistema Solar. Ou seja, um impacto tão tardio formando a Lua parecia improvável.

Se a Lua não se formou há 4,35 bilhões de anos, quando, então, ela realmente nasceu?

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