
Em uma nova passagem por Júpiter, a sonda Juno, da NASA, conseguiu capturar uma nova imagem das luas Io e Europa, enxergando ambos os satélites à distância à medida em que contornava a órbita do gigante gasoso.
Tanto Io como Europa estão entre as quatro principais luas de Júpiter (as outras sendo Ganimedes, a maior; e Calisto). Elas também são conhecidas como “luas galileias” por suas primeiras observações serem feitas pelo astrônomo e matemático Galileu Galilei, entre dezembro de 1609 e janeiro de 1610. Apesar destas serem as mais conhecidas, o sistema de satélites de Júpiter contempla algo próximo de 80 luas – formando o assim chamado “sistema joviano”.
Europa, junto de Calisto e Ganimedes, possui uma concepção mais fria. Nelas, a presença massiva de gelo e atividade crio vulcânica (vulcões que expelem gelo de água e gás ao invés de lava) sugerem a presença de oceanos de água salgada – Europa, inclusive, é especulada como a mais propensa a ter as condições de sustento à vida.
Io, por outro lado, é “a mais” em muitos aspectos: extremamente quente, ela serve de casa para mais de 400 vulcões, sendo o objeto mais geologicamente ativo de todo o sistema solar. Ela também tem a maior densidade e a maior força gravitacional de todas as luas e, finalmente, a que tem a menor concentração de água de todo o nosso sistema. Tamanha atividade geológica se dá por causa de um efeito conhecido como “aquecimento de maré”, decorrente da fricção sofrida pelo interior de Io – esta lua está mais próxima da órbita de Júpiter, mas também sofre efeitos gravitacionais na direção contrária, vindos de Ganimedes, Europa e Calisto.
Todos esses fatores despertaram a curiosidade de cientistas a serviço de praticamente todas as agências espaciais do mundo. Consequentemente, diversas missões planejadas devem ou ir até essas luas, ou passar por elas: a mais conhecida é a missão Europa Clipper, que colocará uma sonda diretamente na lua homônima para investigar um possível oceano sob uma camada de gelo. Essa missão deve partir não antes de 2030.
No que tange a Io, uma viagem direta foi proposta à NASA, que está em fase final de averiguação. Isso é quando a agência espacial americana começa a analisar processos de base para a viabilidade de uma missão, como custos, necessidades tecnológicas e afins. Estimativas dizem que, caso ela se confirme, a missão deve partir em 2029 para chegar a Io até 2033.
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