Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Luas de Urano podem ter oceanos ativos

Luas de Urano podem ter oceanos ativos

Urano é um dos planetas menos explorados de todo o sistema solar. Até hoje, apenas a sonda Voyager 2 passou por ele para observar seu sistema planetário, o que faz dele um local cheio de mistérios, que aos poucos vão sendo revelados. A partir dos dados da missão que visitou o planeta a quase 40 anos atrás, pesquisadores descobriram que uma ou duas das 27 luas conhecidas do sétimo planeta podem ter oceanos ativos que estão liberando plasma no espaço.

Os cientistas avaliaram os dados de radiação e magnetismo coletados do planeta e de suas luas pela espaçonave em 1986. As observações apontam que os satélites naturais Ariel, Miranda, ou ambos, estão liberando partículas carregadas. Isso acontece provavelmente porque elas podem possuir oceanos líquidos abaixo de suas superfícies geladas que estão expelindo material no espaço.

Não é incomum que essas partículas sendo liberadas sejam detectadas em outros mundos oceânicos, como é o caso das luas Europa, de Júpiter, e Enceladus de Saturno. Essas descobertas são importantes para entendermos melhor os sistemas planetário.

Há alguns anos defendemos que as medições de partículas energéticas e campos eletromagnéticos são importantes não apenas para entender o ambiente espacial, mas também para contribuir para a investigação da ciência planetária mais ampla. Acontece que pode até ser o caso de dados mais antigos do que eu. Isso apenas mostra o quão valioso pode ser ir a um sistema e explorá-lo em primeira mão. 

Partículas carregadas foram encontradas presas no equador de Urano, o que segundo os pesquisadores é estranho. As ondas magnéticas do sistema planetário geralmente fariam com que o plasma se espalhasse, mas elas estavam apertadas entre o planeta e as luas Ariel e Miranda.

A partir de modelos físicos baseados em dados coletados pela Voyager 2, os pesquisadores conseguiram identificar que o plasma é emitido por uma fonte forte e consistente de partículas que possuem uma forma específica para ser energizado.

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