Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Maior fusão de buracos negros massivos é descoberta por cientistas

Maior fusão de buracos negros massivos é descoberta por cientistas

A maior fusão de dois buracos negros massivos já detectada foi anunciada por cientistas do LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro a Laser) nesta segunda-feira (14). O fenômeno foi descoberto por meio de ondas gravitacionais e pode mudar o conhecimento atual sobre a cosmologia dos buracos negros.

A detecção ocorreu há quase dois anos, em novembro de 2023, durante a quarta série de observações dos sensores do LIGO, espalhados em três continentes diferentes. De acordo com o comunicado, o evento, chamado de GW231123, envolveu buracos negros primordiais com massas de 100 e 140 vezes a do Sol.

A fusão entre os dois buracos negros foi tão intensa que gerou um “filho” deles: um buraco negro com cerca de 225 vezes a massa do nosso Sol. A massa restante da fusão transformou-se em ondas gravitacionais.

“Este é o binário de buracos negros mais massivo que já observamos por meio de ondas gravitacionais e representa um verdadeiro desafio para a nossa compreensão da formação de buracos negros”, afirmou Mark Hannam, pesquisador da colaboração LVK e da Universidade de Cardiff, em um comunicado.

Até então, a maior fusão desse tipo havia sido detectada em 2021, com o sinal GW190521, que gerou um buraco negro com uma massa 140 vezes maior que a do Sol.

Os buracos negros que colidiram estão a cerca de 10 bilhões de anos-luz da Terra. Eles já orbitavam um ao outro há muito tempo antes do choque final.

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