Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Mais tempo para a ISS: o que a NASA pensa sobre estender a missão da Estação Espacial Internacional?

Mais tempo para a ISS: o que a NASA pensa sobre estender a missão da Estação Espacial Internacional?

A NASA ficou bem contente com o anúncio da extensão da missão da Estação Espacial Internacional (ISS), feita pelo seu chefe administrativo, Bill Nelson, em 31 de dezembro de 2021. Tanto que, em conferência online apresentada por oficiais da agência na última terça-feira (18), anunciou que pretende tirar o máximo de proveito disso.

A conferência foi organizada pelo Comitê de Exploração Humana e Operações, com mediação de Kathy Lueders, administradora associada de operações espaciais da NASA.

“Pouco depois do último Natal, nós recebemos um presente na forma do anúncio confirmando a extensão de nossa estação. Essa é a hora em que eu desejaria que tivéssemos aquelas estrelas explodindo”, ela disse, mencionando os efeitos especiais dos iPhones que aparecem quando você manda uma mensagem de “Feliz Ano Novo”. “Estamos muito felizes de continuar trabalhando até 2030, temos muitas coisas que queremos continuar fazendo na estação espacial”.

Lueders ressaltou que, daqui em diante, algumas coisas vão mudar na condução da ISS. Talvez a mais evidente seja o fato de que os Estados Unidos não mais serão o decisor final sobre o que acontece com a estrutura. Até 2030, todas as decisões pertinentes à estação deverão ter a aprovação de todos os parceiros — em outras palavras, as agências espaciais europeia (ESA), canadense (CSA), japonesa (JAXA) e a russa (Roscosmos) também terão poder de veto.

Mais além, essas agências parceiras já sinalizaram apoio à continuidade das operações, embora ainda estejam em conversas com seus próprios governos para assegurar isso de forma oficial, segundo Robyn Gatens, diretora da ISS para a NASA. “Cada um deles [parceiros] contará com o seu próprio calendário e ciclos de orçamento”.

Gatens também ofereceu algumas atualizações em relação à tecnologia utilizada na estação, considerando que muitos dos componentes internos da estrutura já passam de 20 anos de vida, em uso contínuo. Esse diferencial de tempo, por exemplo, foi apontado como possível causa de alguns problemas recentes.

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