
Ocasionalmente, a superfície do Sol é marcada por manchas solares, áreas mais escuras e frias causadas pelo acúmulo de campos magnéticos. Elas compõem as regiões ativas do astro, de onde podem eclodir intensas explosões.
De acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), as manchas solares geralmente têm um centro mais escuro, chamado de umbra, cercado por uma borda mais clara, a penumbra, que dá contraste e destaca sua forma na fotosfera (camada visível da estrela).
No entanto, uma delas vem chamando a atenção de observadores e cientistas do clima espacial por ter uma aparência totalmente contrária. Denominada AR4220, essa mancha solar tem formato de anel, com o interior mais claro e a periferia escura.
Sunspot group AR4220 is still growing.However, the oppositely polarized magnetic fields separate from each other and the potential for significant events remains moderate. pic.twitter.com/vmQEHnn3Mi
Frank J. Melillo, de Holtsville, Nova York, EUA, que fotografou a estrutura na sexta-feira (19), comparou o padrão incomum a um kiwi cortado ao meio.
Segundo a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a causa para o brilho intenso do centro dessa mancha possivelmente deve estar em uma pluma de plasma que afasta o magnetismo habitual, criando um núcleo quente dentro de um contorno mais frio.
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