Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Mancha vermelha “invade” litoral de São Paulo em foto de satélite

Mancha vermelha "invade" litoral de São Paulo em foto de satélite

Satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estão monitorando um fenômeno conhecido como “maré vermelha”. Ele está atingindo São Sebastião e Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, desde o mês de janeiro.

Segundo cientistas, a enorme mancha é causada pela alta concentração do Mesodinium rubrum. Estes microrganismos podem causar a falta de oxigênio na água, colocando em risco todo o ecossistema marinho.

Os pesquisadores destacam que o Mesodinium não é tóxico. No entanto, esse organismo serve de alimento para plânctons do gênero Dinophysis, que podem produzir toxinas perigosas para a saúde humana.

Em 2016, uma floração dessa alga levou ao embargo do consumo de ostras e mexilhões no litoral paulista. Isso significa que o monitoramento serve como ferramenta de alerta para potenciais futuras florações de Dinophysis.

A “maré vermelha” ainda pode atrair peixes e cetáceos. Algumas orcas, raias e até um tubarão-baleia já foram avistados na região. Eles possivelmente foram atraídos por camarões e outras presas que consomem os plânctons, algas e outros microrganismos.

A prefeitura de Ilhabela afirmou que também acompanha o fenômeno e ressaltou que, até agora, não foram identificadas algas tóxicas nos materiais coletados. Ainda assim, a orientação é que se evite nadar ou praticar esportes náuticos em locais com manchas de coloração suspeita.

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