
Um evento de rara beleza foi registrado pelo fotógrafo Gabriel Zaparolli, morador de Torres, no Rio Grande do Sul, especializado em captar imagens de fenômenos atmosféricos e astronômicos na região. Trata-se da bioluminescência marinha, um verdadeiro espetáculo da natureza que pode ser visto em praias paradisíacas, como as Ilhas Maldivas.
No Rio Grande do Sul, o fenômeno costuma presentear os olhos de visitantes não só de Torres, como de outros cartões postais do litoral do estado.
A bioluminescência não é provocada pela luz da Lua, do Sol nem por luzes artificiais direcionadas ao mar. Nenhum fator externo é responsável por isso; ao contrário: é um fenômeno natural subaquático, ou seja, é gerado de dentro para fora. E como o próprio sufixo bio indica, ele é provocado por organismos vivos. Bioluminescência é o termo usado para fazer referência à luz fria e visível que alguns seres vivos conseguem emitir.
Segundo o site MetSul Meterorologia, o fenômeno ocorre em uma grande diversidade de organismos, como os filos Annelida (vermes, minhocas, sanguessugas), Arthropoda (caranguejos, aranhas, piolhos-de-cobra), Chordata (ascídias, lampreias, peixes, anfíbios), Cnidaria (anêmonas-do-mar, corais-moles, hidras) e Mollusca (mariscos, ostras, lulas, polvos).
Com a emissão de sua luz própria, esses organismos se comunicam uns com os outros, podendo ser um sinal de defesa, para aproximação de presas ou para atração sexual.
De acordo com Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), uma grande variedade de organismos é capaz de produzir luz própria, e a bioluminescência fornece um excelente modelo para uma ampla gama de investigações multidisciplinares, desde a síntese produtos naturais, estudos de função e estrutura de proteínas, até imageamento e detecção de biomoléculas in vivo.
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