
No fim de janeiro, a Nasa anunciou a existência de mais de cinco mil candidatos a exoplanetas identificados pelo Transiting Exoplanet Survey Satellite (TESS). Como as observações astronômicas estão cada vez mais avançadas, agora, já passam de oito mil planetas em potencial e cinco mil confirmados.
Não muito tempo atrás, vivíamos em um universo com apenas um pequeno número de planetas conhecidos, todos eles orbitando nosso Sol. No entanto, uma série de descobertas recentes marcam um ponto alto científico: mais de 5 mil planetas estão confirmados além do nosso sistema solar, motivo pelo qual são conhecidos como exoplanetas ou planetas alienígenas.
Nesta segunda-feira (21), a agência espacial norte-americana anunciou a adição do último lote de 65 exoplanetas ao seu Arquivo de Exoplanetas. O catálogo registra descobertas de exoplanetas que aparecem em artigos científicos revisados por pares e que foram confirmados usando vários métodos de detecção ou técnicas analíticas.
Os mais de 5 mil planetas encontrados até agora incluem mundos pequenos e rochosos como a Terra, gigantes gasosos muitas vezes maiores que Júpiter e “Júpiteres quentes” em órbitas extremamente próximas em torno de suas estrelas. Existem ainda as “super-Terras”, que são possíveis mundos rochosos maiores que o nosso, e “mini-Netunos”, versões menores do nosso Netuno. Há também planetas orbitando duas estrelas ao mesmo tempo e até corpos planetários ao redor dos restos colapsados de estrelas mortas.
“Não é apenas um número”, disse Jessie Christiansen, líder de ciência do arquivo e cientista de pesquisa do Instituto de Ciência de Exoplanetas da Nasa no Caltech. “Cada um deles é um mundo novo, um planeta totalmente novo. Fico animada com cada um porque não sabemos nada sobre eles”.
Nossa galáxia provavelmente contém centenas de bilhões desses planetas. O ritmo constante de descobertas começou em 1992 com estranhos novos mundos orbitando uma estrela ainda mais bizarra. Era um tipo de estrela de nêutrons conhecida como pulsar, um cadáver estelar girando rapidamente que pulsa com rajadas de milissegundos de radiação abrasadora. Medir pequenas mudanças no tempo dos pulsos permitiu aos cientistas revelar planetas em órbita ao redor do pulsar.
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