
Novas descobertas do rover Curiosity, da NASA, indicam que o destino seco e inóspito de Marte pode ter sido inevitável — mesmo quando o planeta ainda abrigava rios, lagos e uma atmosfera densa.
Segundo um estudo liderado pelo cientista planetário Edwin Kite, da Universidade de Chicago, o próprio Sol pode ter sido o responsável por empurrar Marte para um ciclo irreversível de resfriamento e perda de habitabilidade.
O resultado é o que os cientistas chamam de uma “espiral da morte movida a energia solar”: cada ciclo de aquecimento levava, paradoxalmente, a um resfriamento mais intenso e à perda de condições para a vida.
A nova pesquisa, publicada na revista Nature, sugere que os raros períodos de habitabilidade em Marte foram exceções e que, ao contrário da Terra, o planeta vermelho estava condenado desde o início a se tornar o deserto gelado que conhecemos hoje.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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