
Um forte terremoto detectado pela sonda InSight, da NASA, em 2022, último ano da missão, permitiu que pesquisadores da Suíça determinassem a espessura e a densidade globais da crosta do planeta.
Com isso, os cientistas do Instituto de Geofísica da Universidade Técnica de Zurique (ETH Zurich), descobriram que, em média, a camada marciana mais externa é muito mais espessa do que a crosta terrestre ou lunar, e que a principal fonte de calor do planeta é radioativa.
As ondas de superfície observadas a partir de um “martemoto” de magnitude estimada em 4,6, ocorrido em julho do ano passado, não apenas viajaram da fonte do abalo até a estação de medição, como também continuaram a trafegar ao redor de todo o planeta por diversas vezes. Isso permitiu o acesso a informações sobre áreas específicas de Marte e também uma visão geral do nosso vizinho vermelho.
“A partir deste terremoto, o maior registrado durante toda a missão InSight, observamos ondas de superfície que circundaram Marte até três vezes”, revelou Doyeon Kim, sismólogo e principal autor do estudo, que está em fase de pré-impressão e foi aceito para publicação pela revista Geophysical Research Letters.
Para obter informações sobre a estrutura pela qual as ondas passaram, os pesquisadores mediram a velocidade com que essas ondas se propagam em diferentes frequências.
Essas velocidades sísmicas fornecem informações sobre a estrutura interior em diferentes profundidades. Anteriormente, as ondas de superfície observadas dos dois maiores impactos de meteoritos também permitiram descobertas regionais ao longo de seus caminhos específicos de propagação. “Agora, temos observações sísmicas que representam a estrutura global”, disse Kim, em um comunicado.
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