
Um estudo publicado na revista Nature na última quarta-feira (5) diz que a matéria e a antimatéria se comportam da mesma forma sob influência da gravidade – o que intriga os cientistas, que ficam sem saber o que os diferencia entre si além da carga elétrica oposta.
Ambas surgiram na ocasião do Big Bang, sendo a antimatéria praticamente um espelho da matéria normal — exatamente igual, com carga elétrica inversa. Para cada próton, deve haver um antipróton, para cada elétron um antielétron, que também é conhecido como um pósitron.
Quando a antimatéria encontra a matéria, os dois aniquilam um ao outro, e esse processo libera energia. Pelo menos, é o que experimentos em aceleradores de partículas de ponta indicam. Em teoria, deve haver quantidades iguais de antimatéria e matéria no universo, cancelando uns aos outros, levando à existência de… nada.
No entanto, o que temos na verdade é um universo feito de matéria com muito pouca antimatéria. E é isso que intriga os cientistas, que vêm buscando aprender mais sobre o irmão desaparecido da matéria para entender por que esta última sobreviveu e a antimatéria não, o que acabou levando à nossa existência.
Um experimento recente feito pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (conhecida por sua sigla francesa, CERN), na Suíça, sugere que as interações da matéria e da antimatéria com a gravidade, a força fundamental que rege muitos processos no universo, não são o que as diferencia.
Ao longo de 18 meses, foram realizados testes na fábrica de antimatéria do CERN (sim, isso existe), por meio dos quais os cientistas descobriram que partículas de matéria e antimatéria responderam à gravidade da mesma forma, com uma precisão de 97%.
Entre para comentar.