
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, deram um passo importante para o futuro da computação quântica ao demonstrar a viabilidade de criar partículas exóticas chamadas anyons, com potencial para formar qubits mais confiáveis e avançados.
Um artigo publicado recentemente na revista Physical Review Letters relata que essas partículas podem ser geradas em estruturas conhecidas como materiais moiré, que são compostos por camadas atômicas empilhadas com precisão.
Em um comunicado, os autores do estudo explicam que o conceito de anyons surgiu em 1982, quando cientistas descobriram que elétrons podem se dividir em frações de si mesmos, em um fenômeno chamado fracionamento de elétrons. Essa descoberta, que rendeu um Prêmio Nobel, dependia de campos magnéticos intensos para criar tais estados.
Em 2023, experimentos demonstraram pela primeira vez que é possível formar anyons sem a aplicação de campos magnéticos, o que abriu novas possibilidades de pesquisa. Esses primeiros anyons, chamados abelianos, são uma classe menos complexa, mas sua descoberta foi um marco na física quântica.
Agora, os físicos do MIT foram mais além na pesquisa, propondo a criação de anyons não-abelianos, uma classe ainda mais excêntrica. Essas partículas apresentam propriedades únicas, como a habilidade de “lembrar” suas trajetórias no espaço-tempo, o que as torna ideais para aplicações em computação quântica.
Liang Fu, professor do Departamento de Física do MIT e líder do estudo, destaca que essa memória intrínseca é crucial para o desenvolvimento de qubits mais estáveis e resistentes a erros. “Os resultados dos experimentos de 2023 superaram nossas previsões teóricas. Isso nos encoraja a pensar de forma mais ousada”.
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