
Um artigo publicado na revista científica Nature Astronomy na segunda-feira (2) traz revelações surpreendentes sobre o maior planeta do Sistema Solar. Segundo o estudo, Júpiter é um pouco menor e mais achatado do que se acreditava até agora.
Essa conclusão resulta de medições muito mais precisas feitas a partir de dados recentes da missão Juno, da NASA.
Durante cinco décadas, o tamanho e a forma de Júpiter pareciam bem conhecidos. Essas estimativas, no entanto, se baseavam em observações feitas no fim do século passado por sondas desbravadoras, como as missões Voyager e Pioneer. Com o avanço da tecnologia, cientistas passaram a questionar se esses números refletiam a realidade com precisão.
Conduzida pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, em colaboração com cientistas da Itália, dos EUA, da França e da Suíça, a pesquisa resultou na medição mais detalhada já feita do tamanho e do formato do gigante gasoso.
Em um comunicado, Yohai Kaspi, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias do Instituto Weizmann, explica que medir um planeta gigante não é simples. Em teoria, bastaria conhecer a distância até ele e acompanhar sua rotação. “Mas fazer medições realmente precisas exige métodos mais sofisticados”, afirma Kaspi.
Até então, o formato de Júpiter havia sido calculado com base em apenas seis medições feitas há quase 50 anos. Apesar de fundamentais para a época, essas observações ofereciam visão limitada do planeta. A diferença agora está na quantidade e na qualidade dos dados: a equipe analisou até 26 medições feitas pela sonda Juno, reduzindo incertezas e refinando os cálculos.
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