
Nos acostumamos com a palavra El Niño. Ele é caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente da superfície do Oceano Pacífico na linha do Equador e foi responsável por intensificar algumas das mais recentes ondas de calor no nosso planeta. Agora, um novo estudo apontou que o fenômeno climático pode ter tido relação com o maior evento de extinção em massa da história da Terra.
Para tentar preencher estas lacunas, pesquisadores apresentaram uma nova sugestão do que teria acontecido. Segundo eles, a Grande Morte provavelmente teria sido acentuada por catastróficos “mega El Niños” que devastaram ecossistemas inteiros. Esses eventos climáticos extremos provocaram oscilações significativas no clima, matando grandes quantidades de seres vivos.
De acordo com a pesquisa, o aquecimento climático por si só não pode levar a extinções tão devastadoras porque, como estamos vendo hoje, quando os trópicos se tornam muito quentes, as espécies migram para as latitudes mais frias e mais altas.
O trabalho revelou que o aumento dos gases de efeito estufa não apenas torna a maior parte do planeta mais quente, mas também aumenta a variabilidade climática, tornando ainda mais ‘selvagem’ e difícil para a vida sobreviver.
Neste ano, o El Niño contribuiu para a onda de calor de junho que foi experimentada na América do Norte, quando as temperaturas chegaram a 15°C acima do normal para o período. Apesar da intensidade, os cientistas afirmam que os fenômenos foram ainda mais dramáticos no passado.
A equipe afirmou que, durante a crise do Permiano-Triássico, o El Niño persistiu por muito mais tempo, resultando em uma década de seca generalizada, seguida por anos de inundações. Isso tornou praticamente impossível para muitas espécies se adaptar e continuar vivendo em diversas regiões.
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