
Um novo estudo, liderado pelo professor Kenshu Shimada da Universidade DePaul, revela detalhes inéditos sobre a biologia do megalodon, o tubarão pré-histórico que viveu entre 15 e 3,6 milhões de anos.
Publicado no periódico Palaeontologia Electronica, o estudo desafiou a ideia de que o megalodon seria apenas uma versão gigante do tubarão-branco moderno, abordando questões sobre suas proporções corporais.
A partir de uma coluna vertebral quase completa encontrada na Bélgica, os pesquisadores estimaram o comprimento total de um megalodon em cerca de 16,4 metros, com a cabeça medindo 1,8 metros e a cauda 3,6 metros.
Com base em vértebras maiores encontradas na Dinamarca, a equipe sugere que o maior tamanho possível para a espécie seria cerca de 24,3 metros, o que é atualmente a estimativa mais alta baseada em dados científicos.
A pesquisa indicou ainda que o surgimento do tubarão-branco há cerca de 5 milhões de anos pode ter contribuído para o declínio do megalodon devido à competição.
Apesar das conclusões, Shimada acredita que mais descobertas fósseis podem oferecer mais insights sobre a biologia dessa espécie fascinante.
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