Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 9 de janeiro de 2023 · 2 min de leitura ·

Metade das geleiras do mundo pode deixar de existir até 2100

Metade das geleiras do mundo pode deixar de existir até 2100

Cerca de metade das geleiras existentes na Terra vão deixar de existir até o final do século, de acordo com um estudo publicado na última semana na revista Science. As mudanças climáticas e o aumento da temperatura são os grandes responsáveis por isso. Para os pesquisadores, frear as emissões de gases do aquecimento global pode ajudar a salvar a outra metade.

Uma equipe internacional de cientistas analisou como o aquecimento vai afetar as cerca de 215 mil geleiras existentes no mundo. A pesquisa fez previsões do que aconteceria com as estruturas em quatro situações diferentes para prever até onde o aquecimento global chegará: se a temperatura média do planeta aumentar 1,5°C, 2°C, 3°C ou 4°C.

“Cada aumento de grau produz mais derretimento e perda”, disse Regine Hock, da Universidade de Oslo e da Universidade do Alasca Fairbanks, coautora do estudo, à AFP. “Mas isso também significa que, se você reduzir o aumento da temperatura, também poderá reduzir essa perda de massa. Então, nesse sentido, também há um pouco de esperança”.

Segundo o estudo, se as temperaturas aumentarem apenas 1,5°C acima do nível pré-industrial, que foi o limite estabelecido no Acordo de Paris, 49% das geleiras do mundo vão derreter. Isso representa cerca de 26% da massa de geleiras do planeta, já que as primeiras a deixarem de existir seriam as menores.

Estima-se que a temperatura do planeta esteja aumentando 2,7°C, o que põe em risco as geleiras dos Alpes, Europa Central, Canada, EUA e Nova Zelândia. No pior cenário, caso as temperaturas aumentem 4°C, 83% delas deixariam de existir, como as galerias gigantes do Alasca.

No entanto, os pesquisadores apontam que reduzir as emissões de gases pode ajudar a manter a massa das geleiras e, consequentemente, evitar o aumento do nível do mar e dos recursos hídricos. 

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