
Há alguns anos, uma pedra-marrom-avermelhada escura foi retirada do deserto do Saara no Marrocos. As características da rocha indicam que ela se originou na Terra e foi lançada no espaço, onde os cientistas acreditam que ela permaneceu por milhares de anos antes de retornar.
Segundo a equipe que descobriu o NWA 13188 (Northwest Africa 13188), não há dúvida de que ele é um meteorito. De acordo com Frank Brenker, geólogo da Universidade Goethe de Frankfurt, na Alemanha, “é apenas uma questão de debate se realmente é da “Terra”.
Os testes de diagnóstico mostram que a pedra conta com a mesma composição química das rochas vulcânicas da Terra. Porém, há alguns elementos que parecem ter sido alterados, o que, segundo os geólogos, podem ter se originado pela interação com raios cósmicos energéticos no espaço, evidenciando a viagem da rocha para o espaço.
De acordo com Jérôme Gattacceca, geofísico do Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica que lidera a investigação do meteorito, as concentrações medidas desses elementos (isótopos), “são muito altas para serem explicadas por processos que ocorrem na Terra.”
A principal suposição de Gattacceca e dos demais pesquisadores é que a rocha foi lançada no espaço há cerca de 10.000 após um asteroide atingir a Terra.
Ao ser lançada no espaço, o NWA 13188 teria ficado suscetível aos raios cósmicos galáticos. A energia desses raios são conhecidos por deixar algumas marcas de elementos como berílio-3, hélio-10 e neon-21. No meteorito, os níveis desses elementos são mais altos que os encontrados em qualquer rocha na Terra, porém são mais baixos do que em outros meteoritos.
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