
Nesta segunda-feira (12), a Lua chega à fase cheia. Isso acontece às 13h55 (pelo horário de Brasília), de acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org. Este mês, o fenômeno tem um diferencial: trata-se de uma ‘microlua’.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, no sábado (10), a Lua atingiu o apogeu, que é o ponto mais distante da Terra em sua órbita ao redor do planeta. Na ocasião, ela estava a 406.244 km de nós. Já no momento em que ficar totalmente cheia, a distância será de cerca de 405 mil km.
Agora, para entender por que a lua cheia deste mês pode ser chamada popularmente de ‘microlua’, precisamos fazer uma continha rápida – que pode parecer um pouco complicada, mas, vamos lá:
Confuso? Um pouco. Mas, resumidamente, a lua cheia de maio de 2025 vai estar menor no céu do que as demais luas cheias do ano, assim como aconteceu no mês passado.
A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho conhecido por elipse. À medida que o satélite atravessa esse caminho elíptico ao redor do planeta a cada mês, sua distância varia 14%, entre 356.500 km no perigeu (aproximação máxima) e 406.700 km no apogeu.
“Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar” diz Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital. O tamanho angular do astro também varia pelo mesmo fator, e seu brilho também se altera.
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