
Neste fim de semana, a Lua atinge o apogeu, que é o ponto mais distante da Terra em sua órbita ao redor do planeta. Quando isso acontece nas fases nova ou cheia, o fenômeno é chamado de ‘microlua’. Desta vez, será na cheia, fase em que ela entra na noite de sábado (12).
De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, o apogeu lunar será às 19h48 (pelo horário de Brasília) de domingo (13).
A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho conhecido por elipse. À medida que o satélite atravessa esse caminho elíptico ao redor do planeta a cada mês, sua distância varia 14%, entre 356.500 km no perigeu (aproximação máxima) e 406.700 km no apogeu.
“Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar” diz Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital. O tamanho angular do astro também varia pelo mesmo fator, e seu brilho também se altera.
O tempo do circuito perigeu-apogeu-perigeu da Lua é de 27,55 dias. Isso é um pouco mais do que seu período orbital, que é de 27,322 dias. “Esse período é chamado de mês sideral, e é diferente do mês sinódico, que é o período de 29,5 dias entre duas novas, porque como a Terra também está girando em torno do Sol, a Lua precisa de um pouco mais de uma volta para apresentar o mesmo alinhamento com o Sol, e consequentemente, a mesma fase”, explica Zurita.
A lua cheia de abril (que em 2025 será a menor do ano) é chamada de “Lua Rosa” – e isso não tem absolutamente nada a ver com a cor que ela é vista no céu.
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