
Minas terrestres e restos de munição não detonados mataram pelo menos 144 pessoas – entre elas, 27 crianças – na Síria de dezembro de 2024 para cá. Este é o período após a queda do regime de Bashar al-Assad. E os dados são da organização internacional Halo Trust, especializada na limpeza de minas terrestres e outros tipos de explosivos.
Muitos dos mortos eram agricultores e donos de terras que tentavam voltar às suas fazendas, informou a Defesa Civil da Síria, conhecida como Capacetes Brancos, à BBC. Ainda segundo o órgão, a maior parte das mortes registradas após a queda do regime de Assad ocorreu nas antigas frentes de batalha. E a maioria das vítimas eram homens.
O governo anterior espalhou centenas de milhares delas pelas regiões do país, principalmente agrícolas (este mapa mostra a dimensão do problema). É o que explicou o chefe de uma equipe dos Capacetes Brancos, Hassan Talfah.
Exemplos de UXOs são: granadas, morteiros e bombas de fragmentação. Removê-los das áreas é mais fácil, em comparação à retirada de minas terrestres, porque eles ficam acima do solo. Isto é, são visíveis.
Já as minas terrestres representam perigo maior por ficarem escondidas. Para piorar, os Capacetes Brancos não têm experiência na retirada de minas. O que eles têm feito: cercar os campos, colocar placas ao longo dos seus limites e pintar mensagens com tinta spray.
Ao longo de um mês, a Defesa Civil identificou e cercou aproximadamente 117 campos minados. Outras organizações ajudam nos trabalhos, mas, aparentemente, há pouca coordenação, conforme observado pela BBC.
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