
Representantes de todos os países signatários dos Acordos Artemis foram convidados para assistir presencialmente ao lançamento da missão Artemis 1, que aconteceria nesta segunda-feira (29) e acabou sendo adiado por motivos técnicos.
Ao todo, além dos EUA, 20 nações assinaram o documento que estabelece boas práticas para exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes do espaço profundo no futuro. Entre eles, o Brasil, que estava presente no evento desta manhã representado pelo presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Carlos Augusto Teixeira Moura.
“O Brasil participa do Programa Artemis desde o ano passado, tendo aderido ao acordo Artemis, que define as regras de boa conduta para a exploração da Lua e outros corpos celestes. No caso específico do voo Artemis 1, nós fomos convidados a prestigiar o evento e marcar essa reinauguração das expedições humanas rumo ao espaço exterior”, disse Moura em entrevista ao Olhar Digital assim que chegou aos EUA, na sexta-feira (26).
Segundo ele, o principal intuito dessa primeira missão é servir como um grande teste tecnológico do complexo veicular formado pelo megafoguete Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion. “O objetivo é qualificar em voo esse sistema gigantesco de lançamento. Esse é o foguete mais potente que já foi feito, mais do que os foguetes Saturno V, que levaram as cápsulas das missões Apollo até a Lua nos anos de 1960 e 1970. E ele tem uma série de incorporações, de tecnologias, com componentes feitos não apenas pelos EUA, como o módulo de serviço europeu. E todo esse conjunto precisa ser qualificado antes que se coloque astronautas a bordo”.
Com o adiamento do voo em função de um problema detectado na parte inferior do estágio principal do foguete, toda a programação agendada para a manhã desta segunda-feira foi cancelada. A próxima janela de lançamento prevista pela NASA será aberta nesta sexta-feira (2), a partir das 14h48 (pelo horário de Brasília), mas ainda não está confirmada.
“Sabemos que houve um problema nos motores, eles acabaram de informar que há um plano de tratamento para esse tipo de falha. Para quem já acompanhou operações de lançamento de foguetes, é fácil entender que são diversos os fatores que têm que ser considerados”, disse Moura, em um vídeo enviado com exclusividade para o Olhar Digital diretamente do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida. “A próxima tentativa é para 2 de setembro. É muita expectativa, imaginem os custos envolvidos, só em termos de carregamento de oxigênio e hidrogênio. Imaginem como será uma operação de destanqueamento, se for necessária”.
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