Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Missão da NASA registra um “arco-íris” na luz zodiacal

Missão da NASA registra um “arco-íris” na luz zodiacal

Lançada em 12 de março no topo de um foguete Falcon 9, da SpaceX, a missão PUNCH (sigla em inglês de Polarímetro para Unificar a Coroa e a Heliosfera), da NASA, capturou imagens surpreendentes da luz zodiacal – um brilho fraco e difuso que aparece no céu quando a luz do Sol se espalha por partículas de poeira no espaço. Em uma dessas imagens, é possível ver uma sequência de cores que lembra um arco-íris, indo do vermelho ao azul.

Composta por quatro pequenos satélites que trabalham em conjunto na órbita da Terra, a missão PUNCH foi projetada para estudar a coroa solar (a camada mais externa da atmosfera do Sol) e o chamado vento solar, uma corrente de partículas que o astro libera constantemente. 

Segundo um comunicado da NASA, no dia 18 de abril, durante a fase de comissionamento (teste e calibração dos instrumentos), a Câmera de Campo Amplo 2 (WFI-2), registrou a luz zodiacal com cores vibrantes. A imagem mostra um brilho que muda de vermelho, no lado esquerdo, para verde no centro e azul no lado direito, tendo como fundo um céu estrelado. Essas cores representam diferentes comprimentos de onda da luz, e não um arco-íris visível como o que enxergamos após a chuva.

Essas imagens coloridas ajudam os cientistas a analisar a polarização da luz, ou seja, a direção para onde ela se espalha depois de bater em partículas. Com isso, os satélites conseguem estudar o Sol em três dimensões e entender melhor como o vento solar se forma e se comporta no espaço.

Cerca de uma semana depois, o NFI (sigla em inglês para Imagem de Campo Estreito), outro dos instrumentos da missão, capturou a Lua passando na frente do Sol, durante a lua nova. O NFI usa um bloqueador de luz solar para esconder o brilho intenso do Sol, permitindo observar a região ao redor com mais clareza. A imagem também serviu para testar os equipamentos da PUNCH.

Os instrumentos WFI-1 e WFI-3 também registraram a luz zodiacal. Nesses registros, é possível identificar aglomerados de estrelas como as Plêiades, as Híades e até a galáxia de Andrômeda, que aparece como uma espiral esmaecida. A constelação de Cassiopeia também está visível.

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