Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Missão estendida: clima em Marte oferece mais tempo de vida para a sonda InSight

Missão estendida: clima em Marte oferece mais tempo de vida para a sonda InSight

Em maio, o Olhar Digital noticiou que a NASA havia decidido encerrar até o fim deste ano os trabalhos da sonda InSight, que investiga Marte desde novembro de 2018. A aposentadoria do equipamento será em razão do grande acúmulo de poeira nos painéis solares do módulo de pouso, que atualmente está produzindo menos de um décimo de sua capacidade total de energia.

Na ocasião, a agência espacial norte-americana revelou que os instrumentos seriam desligados ao longo do ano, com o “último off” acionado até dezembro, colocando um fim definitivo a essa missão histórica, que vem fornecendo medições sem precedentes sobre a atividade sísmica em Marte e até mesmo imagens fascinantes (como a de um nascer do Sol no Planeta Vermelho).

Acontece que a NASA resolveu estender os serviços da sonda, que ganhou um pouquinho mais de tempo para continuar registrando “martemotos” — e até mesmo tremores causados por impactos de meteoritos, como vimos esta semana.

De acordo com as novas estimativas, o equipamento deve continuar em operação até o fim de janeiro de 2023. “No entanto, se tivermos uma tempestade de poeira ou algo assim, então poderá ser mais cedo”, disse Chuck Scott, gerente de projetos da InSight no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA. 

Scott explicou ao site Space.com que a quantidade de energia que a InSight pode produzir a cada dia marciano (chamado de sol), depende de dois fatores: a poeira acumulada em seus painéis solares e aquela existente na atmosfera marciana. 

Outros exploradores de Marte enfrentaram o mesmo problema. Embora os rovers Perseverance e Curiosity usem energia nuclear, seus antecessores, os rovers Spirit e Opportunity, também lutaram contra o acúmulo de poeira.

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