
Uma missão desenvolvida pela NASA em parceria com a Força Espacial dos Estados Unidos vai estudar uma estrutura invisível que envolve a Terra e pode afetar satélites, redes elétricas e sistemas de comunicação. Trata-se da chamada “corrente anelar”, uma região formada por partículas carregadas presas pelo campo magnético terrestre em um formato parecido com uma rosquinha ao redor do planeta.
Batizada de STORIE, sigla em inglês para Estudo da evolução da corrente anelar de oxigênio durante tempestades solares, tem como principal objetivo descobrir de onde vêm essas partículas: do Sol ou da própria atmosfera terrestre. A resposta pode ajudar cientistas a entender melhor os fenômenos do chamado clima espacial.
Segundo os pesquisadores, essas partículas têm influência direta sobre equipamentos tecnológicos que funcionam no espaço e também na Terra. Durante períodos de forte atividade solar, elas podem causar falhas em satélites, interferências em sistemas de navegação e até problemas em redes de energia elétrica.
O estudo ganha ainda mais importância porque o Sol está atravessando o pico de seu ciclo de atividade, que ocorre aproximadamente a cada 11 anos. Nessa fase, aumentam as explosões solares e a emissão de partículas carregadas em direção ao espaço.
O instrumento STORIE está programado para ser levado para a Estação Espacial Internacional (ISS) na próxima terça-feira (12), pela 34ª missão de reabastecimento comercial realizada pela SpaceX para a NASA (CRS-34). O equipamento também faz parte de um programa de testes espaciais ligado ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Depois de chegar à estação espacial, o instrumento será instalado do lado de fora da estrutura por um braço robótico. A partir daí, começará a observar a corrente anelar ao redor da Terra em diferentes posições e ângulos.
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