
Pesquisas recentes apontam que mosquitos não escolhem suas vítimas ao acaso. Segundo cientistas ouvidos pela AFP, fatores como dióxido de carbono expirado, odores da pele e calor corporal interferem diretamente na seleção de pessoas mais atraentes para as picadas. O fenômeno ajuda a explicar por que alguns indivíduos são mais visados que outros.
De acordo com especialistas em entomologia médica, o comportamento desses insetos segue uma sequência de sinais sensoriais. Primeiro, eles detectam o CO2 a longas distâncias; depois, reagem aos odores emitidos pela pele e, por fim, ao calor e à umidade do corpo humano quando se aproximam.
Pesquisadores também afirmam que a preferência dos mosquitos não está ligada a fatores como tipo sanguíneo ou aparência física. Em vez disso, a composição química liberada pela microbiota da pele desempenha papel central nessa atração desigual entre indivíduos.
Estudos citados por cientistas mostram que fêmeas de mosquitos, únicas responsáveis pelas picadas, utilizam sensores altamente sensíveis para localizar seres humanos. Esse processo começa com a detecção do dióxido de carbono liberado na respiração, funcionando como um sinal inicial de presença.
Conforme se aproximam, esses insetos passam a reagir a odores corporais específicos. Pesquisadores identificaram dezenas de compostos químicos entre centenas possíveis emitidos pelo corpo humano, que funcionam como um “sinal olfativo” determinante na escolha da vítima.
Em uma das pesquisas mencionadas, conduzida com o mosquito Aedes aegypti, cientistas avaliaram a reação de insetos a 42 voluntárias em laboratório. O estudo apontou que mulheres que apresentavam maior concentração de um composto derivado da oleosidade da pele eram mais frequentemente escolhidas.
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