
Desde a descoberta há mais de uma década, a formação de crateras gigantes com 50 metros de profundidade tem intrigado cientistas. Agora, uma nova teoria pode finalmente explicar como elas se formaram.
As oito crateras ficam nas penínsulas Yamal e Gydan, no permafrost siberiano, norte da Rússia. Os pesquisadores propuseram várias explicações ao longo dos anos, desde impactos de meteoros até explosões de gás natural.
O permafrost na Rússia também está derretendo devido às alterações climáticas. Em locais como as penínsulas de Yamal e Gydan, o derretimento e a pressão do gás podem eventualmente ter causado uma explosão.
A formação (das crateras) tem sido ligada às alterações climáticas globais, com o aumento das temperaturas no verão e no outono, resultando no aquecimento e degradação do permafrost
Isso também explicaria a presença de crateras menores em torno das oito maiores, acrescenta o estudo.
Estima-se que 1,9 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, incluindo dióxido de carbono e metano, estejam armazenadas no permafrost do Ártico, acrescenta a pesquisa. As crescentes emissões provenientes do degelo do permafrost também “são de grande preocupação”, afirmam os autores.
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