Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Mistério das nuvens de enxofre de Vênus pode ter sido desvendado

Mistério das nuvens de enxofre de Vênus pode ter sido desvendado

Um artigo publicado na Nature Communications descreve um estudo conduzido por cientistas dos EUA e da Espanha que estabelece uma nova visão sobre o funcionamento da complexa e densa atmosfera de Vênus.

Nosso vizinho está envolto em nuvens espessas compostas principalmente de ácido sulfúrico. Essas nuvens refletem a maior parte da luz solar brilhando no planeta, o que o torna o objeto mais brilhante no céu depois do Sol e da Lua. No entanto, as observações baseadas no espaço e na Terra também detectaram um absorvente desconhecido de luz ultravioleta presente na atmosfera.

Com o uso de modelagem computacional sofisticada, os pesquisadores sugerem um novo caminho para a criação de dissulfeto – um alótropo composto por dois átomos de enxofre – dentro das nuvens de Vênus.

A equipe propõe que o dióxido de enxofre (SO2), quebrado pela luz solar para formar monóxido de enxofre (SO) e subóxido de enxofre (S2O), fornece um caminho muito mais rápido para formar dissulfeto do que a combinação de átomos separados de enxofre.

Segundo o site Space.com, o uso de métodos computacionais é muito útil nesse contexto, uma vez que trabalhar com produtos químicos e compostos encontrados na atmosfera venusiana, incluindo enxofre, cloro e oxigênio, pode ser difícil e arriscado.

“Pela primeira vez, estamos usando técnicas de química computacional para determinar quais reações são mais importantes, em vez de esperar que medições laboratoriais sejam feitas ou usando estimativas altamente imprecisas da taxa de reações não estudadas”, disse o autor principal da pesquisa James Lyons, cientista sênior do Instituto de Ciência Planetária, um órgão de pesquisa sem fins lucrativos sediado nos EUA, em comunicado à imprensa.

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