
Um mistério que atravessou mais de quatro séculos pode finalmente ter sido resolvido. Um novo estudo publicado na revista científica iScience concluiu que o Grão-Duque Francesco de Medici, importante líder político da Toscana (Itália), no século XVI, não morreu envenenado, como sugeriam rumores da época. Segundo os pesquisadores, o verdadeiro responsável por sua morte foi a malária.
A descoberta foi feita por uma equipe da Universidade de Yale (EUA) e da Universidade de Pisa (Itália), que analisou material genético extraído dos restos esqueléticos de Francesco de Medici.
Os cientistas identificaram nos restos de Francesco DNA de duas espécies do gênero Plasmodium, protozoários transmitidos por mosquitos e responsáveis pela malária.
Segundo os pesquisadores, a descoberta se encaixa no contexto histórico da região. A malária foi amplamente disseminada no centro da Itália durante séculos, incluindo a Toscana.
“Nosso estudo é um ótimo exemplo de como podemos usar métodos laboratoriais avançados de DNA antigo para mapear a história desse patógeno mortal”, afirmou a antropóloga Serena Tucci, da Universidade de Yale.
As evidências também são compatíveis com relatos históricos da época. Francesco e Bianca costumavam visitar a propriedade da família em Poggio, cercada por arrozais alagados, um ambiente propício à proliferação de mosquitos transmissores da doença.
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