Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Mistério de crateras explosivas na Sibéria é revelado

Mistério de crateras explosivas na Sibéria é revelado

Um mistério de quase uma década pode ter sido finalmente solucionado. Na Sibéria, gigantescas crateras explosivas vinham intrigando pesquisadores ao longo dos últimos anos, mas graças a cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, parece que já temos um culpado por trás disso: o gás metano.

Como explica a equipe em um artigo publicado na Geophysical Research Letters, o aquecimento global está alterando a pressão dos subsolos congelados da Sibéria – fazendo com que o gás metano (que é altamente inflamável) preso lá embaixo suba diretamente para a superfície.

Abaixo da primeira camada do solo está localizado o permafrost, que recebe esse nome por estar permanentemente congelado. Em seu interior, podemos encontrar diversas camadas, como algumas compostas por hidrato de metano (ou gelo combustível), que nada mais é do que uma mistura de hidrato de gás e metano.

Quando o gelo começa a derreter, essa camada se expande e, com a pressão, causa rachaduras nas demais partes do subsolo. E é justamente assim que o gás metano consegue “escapar” do subsolo e, na superfície, provocar as explosões que resultam nas misteriosas crateras gigantes.

Mas isso, claro, não acontece da noite para o dia: pode levar algumas décadas até que o processo culmine efetivamente nas liberações inflamáveis. “Trabalhos futuros podem explorar o volume típico de gás que é liberado nessas explosões e sua altura potencial na atmosfera”, conclui a equipe no estudo.

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

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