
A análise de um esqueleto desenterrado em um cemitério da era romana localizada na atual Bélgica surpreendeu os arqueólogos. A equipe descobriu que ele era 2.500 anos mais velho do que imaginado originalmente.
Mas as surpresas não terminaram por aí. Os cientistas ainda descobriram que os restos mortais analisados eram, na verdade, compostos de ossos de pelo menos cinco pessoas que viveram com três milênios de diferença.
Agora, um novo estudo publicado na revista Antiquity revelou segredos sobre o enterro. Os pesquisadores usaram várias técnicas, incluindo análise esquelética, datação por radiocarbono e sequenciamento de DNA antigo.
Segundo a equipe, os ossos enterrados são de pelo menos cinco pessoas diferentes. O crânio, por exemplo, pertencia a uma mulher que viveu na época romana. Isso gerou uma série de dúvidas, entre elas porque o crânio foi colocado em um enterro neolítico.
Uma das hipóteses é que os romanos podem ter perturbado acidentalmente uma sepultura neolítica enquanto cremavam seus mortos e, em seguida, adicionando um crânio e um alfinete de osso à sepultura antiga. Outra possibilidade é que os romanos criaram o esqueleto a partir de ossos neolíticos, embora não se saiba o motivo disso.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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