
Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar. Além disso, é o que está localizado mais próximo do Sol. Repleto de crateras e com temperaturas extremas, ele possui um grande núcleo metálico e um manto rochoso relativamente pequeno.
Essas características intrigam os cientistas há décadas. Até agora, a explicação mais aceita era que o planeta perdeu grande parte da crosta e manto após colidir com um grande corpo celeste. No entanto, um novo estudo propõe uma explicação diferente.
O problema com a teoria mais antiga é que simulações dinâmicas mostram que esse tipo de impacto envolvendo corpos de massas muito diferentes é extremamente raro. Publicado na revista Nature Astronomy, o novo trabalho apresenta como alternativa um evento mais plausível.
Segundo os pesquisadores, um impacto entre dois protoplanetas de massas semelhantes pode explicar a composição de Mercúrio.
A equipe defende que a colisão teria ocorrido em um estágio relativamente tardio na formação do Sistema Solar. Neste período, corpos rochosos de tamanhos semelhantes competiam por espaço nas regiões internas, mais próximas do Sol.
Eles eram objetos em evolução, dentro de um berçário de embriões planetários, interagindo gravitacionalmente, perturbando as órbitas uns dos outros e até colidindo, até que apenas as configurações orbitais bem definidas e estáveis que conhecemos hoje permanecessem.
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