
A destruição da cidade de Pompeia é uma das mais conhecidas e catastróficas erupções vulcânicas de todos os tempos. O vulcão Vesúvio espalhou uma nuvem mortal de rochas, cinzas e fumaça a uma altura de mais de 30 quilômetros, liberando enormes quantidades de lava e matando cerca de 16 mil pessoas.
Segundo os historiadores, o evento ocorreu no ano de 79 d.C. No entanto, a data exata da erupção ainda é motivo de discussão. Agora, um novo estudo apresenta uma conclusão para acabar com o impasse.
Evidências arqueológicas, entretanto, apresentam conclusões diferentes. Por exemplo, grafites de carvão rabiscados na parede de uma casa em Pompéia dizem “XVI K NOV”, que se traduz em 17 de outubro no calendário moderno, sugerem que a erupção ocorreu após esse período. Isso dá credibilidade à ideia de que o evento ocorreu em 24 de outubro.
Escavações feitas no local ainda revelaram a presença de pedras de pêssego e castanhas, sendo a primeira um símbolo do verão e a segunda do outono. Como as castanhas só são colhidas no outono, isso pode sugerir que a erupção aconteceu depois de agosto, deixando 24 de outubro como uma alternativa.
Os pesquisadores indicam que o debate em torno do dia da erupção do Vesúvio ainda está vivo e talvez ainda leve muito tempo para que se chegue a uma conclusão inequívoca. Isso porque nenhuma das evidências existentes hoje é considerada irrefutável pela ciência.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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