
Embora muitos torçam o nariz para o conceito de “geoengenharia solar”, um grupo de cientistas do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), sugere a sua aplicação em um projeto ambicioso: criar uma barreira a ser posicionada entre a Terra e o Sol para conter o avanço do aquecimento global.
A ideia não é exatamente nova e, vale ressaltar, é tratada como um cenário de emergência, ou seja, um projeto a ser considerado apenas quando várias outras opções de solução forem esgotadas ou se provarem inviáveis ou incapazes.
Segundo as mentes por trás do projeto, ele parte de uma premissa simples: se as mudanças climáticas chegarem a um ponto sem retorno, quais seriam nossas soluções?
Daí nasceu o projeto convenientemente chamado de Space Bubbles, que basicamente prevê a criação de uma barreira feita de filmes ultrafinos de silicone e outros materiais em forma de bolha, transparente mas ainda assim sólida o suficiente para barrar o calor – ou ao menos parte dele.
“Como as bolhas podem ser intencionalmente destruídas ao quebrar o equilíbrio de suas superfícies, isso tornaria a solução de geoengenharia solar totalmente reversível além de reduzir significativamente o lixo espacial”, diz um comunicado divulgado pelo consórcio.
Matematicamente falando, a ideia toda é plausível, por mais “coisa de filme” que ela possa parecer: “se essas bolhas desviarem apenas 1,8% dos raios solares, nós poderíamos reverter o aquecimento global por inteiro”, diz outro trecho.
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