
Um novo estudo aponta ter encontrado uma nova razão para monumentos construídos na Inglaterra há 4 mil anos. Acredita-se que a construção, conhecida como Seahenge, tenha sido um esforço para trazer temperaturas mais quentes, em uma época de frio extremo.
Até a década de 1990, o monumento esteve escondido, enterrado em um pântano salgado, protegido por areia e lodaçais, próximo a uma praia no vilarejo de Holme-next-to-the-Sea. No entanto, em 1998, uma erosão no local acabou revelando a construção chamada de Seahenge, em referência ao Stonehenge. Em 1999 ela foi completamente escavada.
O nome oficial do monumento é Holme I e ao seu lado, uma estrutura semelhante foi nomeada de Holme II, mas essa ainda continua enterrada. A Seahenge consiste em um círculo de 7,5 metros de diâmetro formado por 55 troncos rodeando uma “ferradura” de cinco toras deitadas maiores, com um grande toco de carvalho invertido ao centro, todas feitas de madeira de carvalho.
Estudos anteriores sugeriram que elas poderiam ter sido construídas em homenagem a alguém, um indivíduo importante que faleceu, ou como um local de enterros celestes, onde corpos eram deixados para que pássaros carniceiros os bicasse.
No entanto, na nova pesquisa, publicada no GeoJournal, uma nova hipótese é levantada.
A partir de uma datação feita através dos anéis da madeira, os pesquisadores observaram que ambos os monumentos de Seahenge foram construídos durante a primavera de 2049 a.C. Segundo o arqueólogo David Nance, autor do estudo em comunicado, na época, a região passava por um “período prolongado de diminuição das temperaturas atmosféricas e invernos rigorosos”. Assim, parece provável que os monumentos foram construídos para dar um fim a isso.
Entre para comentar.