Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Morre arraia que teria “engravidado” sozinha em tanque de tubarões

Morre arraia que teria “engravidado” sozinha em tanque de tubarões

Recentemente, o Olhar Digital noticiou uma situação intrigante que aconteceu no Aquarium and Shark Lab, localizado na Carolina do Norte, EUA. Uma arraia (ou raia) chamada Charlotte aparentemente teria engravidado mesmo sem a presença de um macho de sua espécie no mesmo tanque.

Este mistério curioso ganhou ainda mais atenção quando o chefe do aquário sugeriu que ela poderia ter sido fecundada por um tubarão. No entanto, após uma série de testes, a equipe descobriu um “desenvolvimento médico verdadeiramente triste e inesperado” na arraia, que acabou morrendo, segundo divulgado no domingo (30) nas redes sociais do aquário.

“Estamos tristes em anunciar, depois de continuar o tratamento com sua equipe médica e especialista, que nossa Charlotte faleceu hoje”, diz a publicação. “Continuamos a trabalhar com sua equipe médica e especialistas em pesquisa”.

Em fevereiro, uma postagem no Facebook anunciou a gravidez da arraia. “Nossa arraia, Charlotte, está esperando! Mantivemos isso em segredo por mais de três meses”, disse a equipe ECCO, que administra o aquário. Na publicação, constam exames de ultrassom. “A coisa realmente incrível é que não temos um macho de arraia no aquário!”.

Existem algumas maneiras pelas quais uma arraia pode engravidar sem a presença de um macho. “Algumas espécies de arraias podem armazenar espermatozoides para uso posterior, mas nenhuma arraia macho estava no tanque com Charlotte”, disse Brenda Ramer, fundadora e diretora executiva da Team ECCO, à ABC 13 News na época. 

No entanto, havia machos de outra espécie com ela, o que levou à improvável sugestão de que um tubarão poderia tê-la engravidado. “Em meados de julho de 2023, movemos dois tubarões-bambu machos de um ano de idade para aquele tanque. Não sabíamos ao certo sobre sua taxa de maturação, então não pensamos que haveria um problema”, disse Ramer. “Começamos a notar marcas de mordidas em Charlotte, mas vimos outros peixes mordiscando ela, então mudamos os peixes, mas as mordidas continuaram”.

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