
O aumento das temperaturas globais provocado pelas mudanças climáticas está desencadeando uma série de efeitos na natureza. Um desses impactos preocupantes é o crescimento previsto de até 36% no número de espécies exóticas em todos os continentes até 2050.
Essas espécies exóticas, que incluem tanto plantas quanto animais que vivem fora de suas áreas naturais, podem se tornar invasoras, provocando danos significativos nos ecossistemas e áreas que colonizam. Isso afeta negativamente o fornecimento global de alimentos, a qualidade da água, a biodiversidade e até mesmo os meios de subsistência humanos.
O aumento das temperaturas, juntamente com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera e eventos climáticos extremos, está favorecendo a propagação dessas espécies invasoras. As mudanças climáticas não apenas criam condições mais favoráveis para a disseminação das espécies invasoras, como também as tornam mais resistentes, tornando os habitats naturais, a agricultura e as áreas urbanas menos resilientes.
Essas plantas invasoras são espécies exóticas que se adaptam facilmente a novos ambientes, reproduzem-se rapidamente e causam danos às espécies nativas, aos ecossistemas e à economia local.
Um relatório recente da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) estimou que 6% de todas as plantas exóticas são invasoras. Em 2019, espécies exóticas invasoras, tanto plantas quanto animais, custaram ao mundo mais de US$423 bilhões por ano. Algumas, como trigo, arroz e tomate, são introduzidas em novas regiões sem se tornarem nocivas.
De acordo com um artigo do Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, as plantas passam por um processo para se tornarem invasoras, desde o transporte para fora de sua área de distribuição natural até o impacto que causam em seu novo ambiente. Nem todas as espécies, no entanto, atingem o estágio final de se tornarem invasoras, pois podem encontrar obstáculos como competição por recursos, condições ambientais desfavoráveis ou a presença de predadores naturais.
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