Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Mudanças climáticas oferecem sério risco às espécies marinhas mais pescadas na Europa até o fim do século

Mudanças climáticas oferecem sério risco às espécies marinhas mais pescadas na Europa até o fim do século

Uma pesquisa publicada na revista Frontiers in Marine Science aponta que mais de 25% das 20 espécies marinhas mais pescadas da Europa estarão sob extrema pressão até 2100, se nada for feito para combater três fatores simultaneamente: as mudanças climáticas, a sobrepesca e a poluição por mercúrio.

“Se as emissões de carbono continuarem a aumentar no ritmo atual, a resiliência às mudanças climáticas das espécies de frutos do mar que são os pilares do mercado da União Europeia (UE), como a grande vieira atlântica, a tainha vermelha e o polvo comum, serão enfraquecidas pelas ações combinadas de sobrepesca, aquecimento dos oceanos e poluição por mercúrio”, disse o autor principal do estudo, Ibrahim Issifu, pós-doutorando do Instituto de Oceanos e Pesca (IOF) da Universidade da Colúmbia Britânica (UBC). “A população dessas espécies será reduzida a uma fração do seu tamanho atual até o final do século”.

Esse estudo é um dos primeiros a examinar os efeitos combinados do aumento das temperaturas, da sobrepesca e da poluição por mercúrio sobre os peixes nas águas da UE. 

Segundo Issifu, a equipe de pesquisa selecionou 20 espécies marinhas europeias que têm o maior valor médio anual de captura e desembarque, e determinaram a faixa de tolerância a altas temperaturas para cada uma, usando estimativas anteriores de seus níveis de temperatura mais aceitos. 

Assim, os autores compararam essa faixa com aumentos de temperatura previamente projetados nas águas da UE ao longo do século em cenários de alta e baixa emissão de carbono. 

Finalmente, diferentes níveis de concentrações de mercúrio, bem como graus insustentáveis de pesca, foram incorporados ao modelo.

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