Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de novembro de 2022 · 3 min de leitura ·

Mudanças climáticas: satélites ajudam a medir estrago no planeta

Mudanças climáticas: satélites ajudam a medir estrago no planeta

Com o lançamento de mais de mil satélites por ano, o campo da ciência da Terra está em pleno desenvolvimento. Pesquisadores que estudam as mudanças climáticas que acontecem no planeta devido ao aquecimento global estão mais de olho no problema do que nunca. Na semana da COP 27, a principal conferência sobre clima no mundo, o tema voltou a ganhar destaque.

Ao olhar para o passado, o primeiro satélite que foi lançado ao Espaço com a finalidade de fornecer novas percepções a respeito da ionosfera foi o Sputinik 1, em 1957. Nos anos e décadas que se seguiram, outros exemplares foram lançados para estudar a atmosfera, rastrear padrões climáticos do Espaço e monitorar as massas e mares terrestres do planeta.

Com todos os dados que foram obtidos pelos satélites, os cientistas ao longo dos últimos 60 anos estipularam importantes marcadores da saúde do planeta. Dentre eles estão o rastreamento detalhado das áreas de vegetação, a qualidade do solo, as mudanças de temperatura em diferentes regiões, o aumento do nível do mar e a espessura das camadas de gelo. A tendência é de que, com instrumentos mais precisos, as medições sejam refinadas.

Os cientistas já aproveitaram os avanços ocorridos até aqui para captar dados de satélites que rastreiam mudanças mensais no campo gravitacional da Terra para uma compreensão mais precisa das mudanças sazonais na massa de gelo e para entender o impacto iminente no nível do mar à medida que ele derrete. Chegou-se à conclusão de que serão derretidos até 110 quatrilhões de toneladas de gelo, mesmo que a humanidade pare de queimar combustíveis fósseis hoje. Isso é o suficiente para elevar o nível médio global do mar em quase 30 centímetros.

Em entrevista ao New Atlas, Will Colgan, autor do estudo sobre o derretimento da Groenlândia, declarou que “trabalhar com um volume tão grande de dados seria inconcebível para a maioria dos usuários há 10 anos. Mas agora avanços de computação de maior desempenho significam que muitos pesquisadores podem trabalhar com esses dados de maneiras significativas”.

Com mais de 150 satélites observando a Terra a partir da órbita e mais a caminho, a quantidade de ferramentas disponíveis e úteis para cientistas climáticos continua a crescer. Em março de 2002, a NASA lançou um par de naves espaciais para rastrear as forças gravitacionais da Terra. Esta missão foi chamada de Gravity Recovery and Climate Experiments (GRACE) e ocorreu entre 2002 e 2017, com a missão GRACE Follow-On lançada em 2018 para continuar seu trabalho.

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