
Os efeitos das mudanças climáticas podem ser sentidos e percebidos de diferentes formas. Uma delas é o aumento do risco de incêndios florestais de grandes proporções. É o que aponta um estudo publicado na revista Nature e que leva em conta os desastres naturais registrados recentemente no Canadá, Grécia e Havaí.
Cientistas do Breakthrough Institute, um centro de pesquisa sem fins lucrativos, descobriram que o aquecimento global aumentou a frequência de incêndios florestais “extremos” em 25%, em média, em comparação com a era pré-industrial.
Os pesquisadores examinaram uma série de incêndios de 2003 a 2020 e usaram aprendizado de máquina para analisar a ligação entre temperaturas médias mais altas, condições mais secas e os incêndios de propagação mais rápida, que são aqueles que queimam mais de 4 mil hectares por dia.
O impacto das mudanças climáticas variou de caso para caso. Em certas condições parcialmente secas, o aquecimento global tornou os incêndios extremos muito mais prováveis. Já em condições muito secas, o impacto foi menor.
Usando dados de incêndios registrados recentemente, os pesquisadores mediram a probabilidade de um determinado incêndio se transformar em um incêndio “extremo”. Em seguida, usaram modelos de computador para calcular até que ponto o aumento pós-industrial das temperaturas elevou esse risco.
O estudo levou em conta variáveis como precipitação, vento e umidade absoluta. E também usou informações de situações recentes.
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