
Até o final do Século XIX, as poucas mulheres que se destacaram na Astronomia, estavam sempre às sombras de seus maridos, pais ou irmãos. Podiam até ter contribuições importantes para a ciência, mas elas eram vistas como meras assistentes e dificilmente recebiam os créditos por seus méritos. Um exemplo desse fenômeno é a germano-britânica Caroline Herschel, uma das maiores astrônomas do seu tempo, e cujo reconhecimento tardou muito a chegar.
Caroline Lucretia Herschel nasceu em Hanover, na Alemanha, no dia 16 de março de 1750, em uma família de músicos. Aos 10 anos, ela contraiu tifo, o que acabou comprometendo seu crescimento e o seu futuro também.
Sabendo que Caroline não atingiria grande estatura quando adulta, seus pais achavam que ela nunca se casaria. De fato, ela não passou de 1,30m e nunca se casou, mas não por sua estatura e sim, porque ela se apaixonou por uma ciência: a Astronomia.
William Herschel, seu irmão, havia se mudado para a Inglaterra onde começou a ganhar a vida como músico. E com a morte do pai, em 1772, Caroline foi morar com William. Lá ela assumiu as responsabilidades domésticas, aprendeu a cantar e começou a estudar Astronomia, algo que William também já havia se interessado alguns anos antes.
William trabalhava como organista e professor de música e sua irmã tornou-se vocalista. Mas a Astronomia foi ganhando cada vez mais espaço na vida de William e Caroline. Juntos eles construíram um telescópio e começaram a fazer observações sistemáticas do céu noturno. Era o começo do fim da carreira de dois músicos e o nascimento de dois dos grandes astrônomos que já tivemos.
Caroline registrava e organizava as observações feitas pelo irmão, fazia os cálculos matemáticos dos registros e também copiava os catálogos astronômicos que ele pegava emprestado. Eles criaram um boletim para publicar os dados registrados nessas observações e em 13 de março de 1781, William fez uma descoberta que mudaria sua vida.
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