
Arqueólogos descobriram os restos mortais de três antigos habitantes do Egito – um homem, uma mulher e uma criança – equipados com línguas de folha de ouro. Segundo o Ministério do Turismo e Antiguidades do país, o tesouro provavelmente era usado para ajudá-los a “falar com os deuses na vida após a morte”.
De acordo com os pesquisadores, os corpos foram encontrados em duas tumbas vizinhas. Uma das tumbas, que havia sido saqueada por ladrões de túmulos, continha os restos mortais da mulher e da criança de aproximadamente três anos. No entanto, o túmulo do homem, pertencente à 26ª dinastia (664 a.C a 525 a.C), também conhecido como período Saite, não foi tocado.
“Isso é muito importante, porque é raro encontrar uma tumba totalmente selada”, disse Esther Pons Mellado, codiretora da Missão Arqueológica de Oxyrhynchus, ao The National, um jornal do Oriente Médio.
Pesquisadores da missão, administrada colaborativamente pelo Ministério de Turismo e Antiguidades do Egito e pela Universidade de Barcelona, na Espanha, fizeram a descoberta no sítio arqueológico de Oxyrhynchus, perto da cidade moderna de El Bahnasa, a cerca de 160 km ao sul do Cairo.
Oxyrhynchus foi a capital da 19ª província do Alto Egito, de acordo com o site da missão . É conhecida pelos famosos papiros Oxyrhynchus – milhares de documentos escritos em grego antigo, latim e outras línguas, que datam do século III ao século VII antes da Era Comum.
As duas tumbas recém-descobertas contribuem para a história da antiga capital. Na do homem havia uma múmia enterrada dentro de um sarcófago de calcário com uma tampa em formato masculino, bem como quatro potes canópicos projetados para conter os órgãos do falecido, amuletos incluindo um escaravelho, contas verdes e cerca de 400 estatuetas funerárias, conhecidas como ushabti.
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