
No México, uma exposição itinerante de múmias é mundialmente conhecida como “Múmias de Guanajuato” e data do século 19. Agora, o estado de conservação de algumas delas, está preocupando as autoridades locais porque pode trazer riscos à saúde dos visitantes.
De acordo com Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, pelo menos uma das múmias expostas apresenta indícios de proliferação de fungos. A agência de notícias Associated Press (AP) também informou que existe a preocupação de contaminação.
Para resolver esses problemas, o INAH resolveu criar uma comissão para gerir, conservar e proteger o acervo de múmias, mas principalmente “pela dignidade dos corpos mumificados”. Ela trabalha em conjunto com a sede do instituto em Guanajuato e outras autoridades municipais.
O INAH informou que em nenhum momento os responsáveis pela exposição os procuraram para pedir autorização ou aconselhamento para movimentação das peças. Fotos divulgadas pela mídia em novembro de 2021, já indicavam a presença de fungos em pelo menos uma das múmias.
Em comunicado, o instituto disse não ser o culpado pelos danos que as peças possam ter sofrido durante uma translação de local. “O exposto é preocupante e estranho que uma avaliação de tais órgãos não tenha sido convocada antes de sua transferência”.
Além disso, eles também retiram a responsabilidade do INAH no mau estado de preservação das múmias que possam ter sido causados por agentes patogênicos e pela falta de “cuidados mínimos indispensáveis à sua exposição”. Além disso, eles também disseram estar preocupados com a falta de biossegurança do local onde as peças são expostas.
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