
Um nanossatélite desenvolvido pela indústria brasileira fez uma participação especial a bordo do Falcon 9 da SpaceX. As missões da família de foguetes Falcon 9 ganhou destaque, não só por seus contínuos lançamentos, mas também por levar nosso nanossatélite VCUB1 em busca de metas muito promissoras.
O VCUB1 é um nanossatélite de alto desempenho desenvolvido pela Visiona Tecnologia Espacial, uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras. Foi desenvolvido em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, de Florianópolis. A sua missão é validar a arquitetura do satélite e o seu software embarcado, de forma a poder usá-los em satélites de maior porte.
É o primeiro satélite de observação da Terra e coleta de dados projetado pela indústria nacional. Foi lançado no dia 15 de abril de 2023, às 3h48 (horário de Brasília), a partir da base de Vandenberg, na Califórnia, a bordo do foguete Falcon 9.
Mas afinal, o que isso significa, como funciona e qual o objetivo dos nanossatélites? Vamos entender a seguir e também qual a expectativa para o futuro que esses dispositivos prometem.
Um nanossatélite, ou nanosat (para os íntimos), é um satélite artificial com uma massa inferior a 10 kg. Também é conhecido como cubesat. Tem um formato de cubo e pesa pouco mais de um quilograma. A sua estrutura é montada a partir de componentes de prateleira, o que os torna relativamente baratos.
Os nanossatélites são utilizados por universidades e empresas de tecnologia para receber dados espaciais. Como é o caso do VCUB1, já citado, que tem uma resolução espacial de 3,5 metros e alta qualidade de imagem. Isso o torna um dos menores satélites do mundo capazes de coletar imagens na Banda Red Edge.
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