
Quando se pensa em extinção em massa, um dos primeiros eventos que vem à mente é o asteroide Chicxulub, que levou à morte de mais de 70% das espécies da Terra (incluindo os dinossauros). Mas essa não foi a única ocasião em que a maioria da vida terrestre foi extinta.
Na verdade, nosso planeta passou por pelo menos cinco extinções em massa ao longo de sua história. Uma delas aconteceu há cerca de 400 milhões de anos antes dos dinossauros, em um período conhecido como Ordoviciano Superior.
Antes do asteroide e antes da Era Glacial, a Terra começou a ficar… estranha. No Ordoviciano Superior, nem répteis e anfíbios haviam se desenvolvido ainda, o clima era muito quente e os níveis de dióxido de carbono eram altos. Segundo Richard Twitchett, líder de pesquisa do Departamento de Ciências da Terra do Museu de História Natural do Reino Unido, não havia nenhum tipo de animal ou vegetação que conhecíamos.
No entanto, o período foi marcado por sua diversidade… no fundo do mar. Ele até ficou conhecido como Grande Evento de Biodiversificação do Ordoviciano (ou GOBE, na sigla em inglês). De acordo com Twitchett em entrevista ao IFLScience, foi uma época em que os seres vivos estavam explorando diferentes estilos de vida e se adaptando ao ecossistema.
Até que veio a extinção em massa. Porém, ao invés do asteroide que matou os dinossauros ou de uma série de explosões vulcânicas, a “extinção em massa do Ordoviciano tardio” foi, na verdade, uma série de miniextinções. Isso porque ela aconteceu aos poucos, com uma mudança gradual na Terra.
Twitchett resumiu a evolução da extinção em massa em dois eventos separados. Primeiro, quando a Terra esfriou. Depois, quando ela voltou a esquentar.
Entre para comentar.