
Em um comunicado emitido nesta sexta-feira (30), a NASA revelou uma alteração significativa na missão SpaceX Crew-9, removendo dois astronautas para acomodar o retorno de outros dois que estão na Estação Espacial Internacional (ISS) sem ter outra forma de voltar à Terra.
A missão Crew-9 agora contará apenas com o comandante da Força Espacial dos EUA, Nick Hague, e o especialista em missão da Roscosmos, Aleksandr Gorbunov, descartando as participações de Zena Cardman e Stephanie Wilson, ambas da NASA.
Essa decisão cria dois assentos disponíveis para trazer de volta os astronautas Butch Wilmore e Sunita Williams, que não podem retornar na cápsula Boeing Starliner como inicialmente planejado, já que a espaçonave apresentou uma série de problemas nesta que foi sua missão tripulada de estreia.
Após dois meses de testes e discussões sobre a segurança da cápsula, a NASA decidiu que o risco de trazer os astronautas a bordo dela era inaceitável devido a incertezas sobre a performance dos propulsores. A Starliner deve desacoplar da ISS em 6 de setembro para liberar sua porta de ancoragem para a espaçonave da missão Crew-9.
A NASA considerou várias opções para o retorno dos astronautas da Starliner antes de decidir enviar a Crew-9 com assentos vazios, permitindo que a missão continue conforme o planejado até fevereiro de 2025. A Crew-9, adiada de 18 de agosto para 24 de setembro, realizará uma rotação normal de meio ano na ISS e trará os astronautas da Starliner após cerca de oito meses no espaço.
Gorbunov estará fazendo seu voo inaugural, com seu assento sendo parte de um acordo da NASA com a Roscosmos para incluir um astronauta russo em cada missão da SpaceX, com norte-americanos ocupando assentos na nave Soyuz em troca. Hague, por sua vez, já esteve no espaço duas vezes, com uma missão abortada em 2018 e outra bem-sucedida em 2019.
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