
Mais de 15 mil asteroides com potencial para destruir cidades inteiras ainda orbitam nas proximidades da Terra sem terem sido detectados. A estimativa é da NASA e indica que uma parcela significativa desses objetos permanece fora dos catálogos astronômicos, o que reduz o tempo de reação caso algum deles represente risco real de impacto.
A situação significa que uma descoberta tardia poderia deixar governos com pouco tempo para lidar com uma possível catástrofe regional. O tema foi discutido recentemente em um encontro científico da American Association for the Advancement of Science (AAAS), realizado em Phoenix, no estado do Arizona, nos Estados Unidos.
Durante o evento, a responsável interina pela defesa planetária da NASA, Kelly Fast, apresentou um panorama do que já foi identificado até agora. Segundo ela, existem cerca de 25 mil asteroides conhecidos de escala suficiente para destruir cidades, mas apenas cerca de 40% foram catalogados.
Isso significa que a maioria desses objetos ainda não foi registrada pelos sistemas de monitoramento. Eles continuam orbitando sem identificação, não por serem raros, mas porque muitos apresentam características que dificultam sua detecção pelos telescópios atuais.
Enquanto esses corpos não entram nos catálogos, qualquer estratégia para desviar um possível impacto depende primeiro de encontrá-los com antecedência suficiente.
Grande parte dos telescópios usados para procurar asteroides depende da luz solar refletida para identificar esses objetos. O problema é que muitos asteroides de tamanho médio passam anos próximos ao brilho do Sol quando observados a partir da Terra, o que dificulta a detecção.
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