Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

NASA inaugura novo sistema de monitoramento de asteroides

NASA inaugura novo sistema de monitoramento de asteroides

A agência espacial americana NASA inaugurou nesta quarta-feira (8) a nova versão de seu sistema de monitoramento de asteroides, criado para prever – e se possível, nos mostrar como evitar – potenciais impactos com a Terra. Chamado simplesmente de Sentry-II, a novidade é um upgrade que considera dados de tecnologias mais recentes que seu antecessor.

Explicando: o Sentry existe há décadas, e sempre foi uma ferramenta bastante confiável para prever objetos que possam ameaçar a Terra no futuro. Entretanto, com novos telescópios, sondas, naves e observações cada vez mais aprofundadas sendo lançados, ele poderia deixar passar alguns objetos que nós já vimos por outros meios, mas ele não – o sistema original é de 2002, afinal.

“A primeira versão do Sentry era um sistema bastante capacitado, em operação por quase 20 anos”, disse Javier Roa Vicens, ex-líder de desenvolvimento do Sentry-II no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA e atual engenheiro de software na SpaceX. “Ele era baseado em cálculos matemáticos bem inteligentes: em apenas uma hora, você poderia ter dados de probabilidade de impacto de um asteroide recém-descoberto nos próximos 100 anos – algo incrível”.

É aí que entra o Sentry-II: a NASA criou a nova versão do sistema de monitoramento de asteroides pensando no uso de dados cada vez mais recentes, contemplando não apenas os quase 28 mil objetos próximos à Terra (Near-Earth Asteroids, ou simplesmente “NEAs”), mas objetos identificados por outras tecnologias. A ideia é se antecipar ao provável volume de objetos que vamos identificar com materiais como o observatório Vera C Rubin, para citar um exemplo.

Ao contrário do que o cinema nos ensina, asteroides não são rochas gigantes imprevisíveis – bem, algumas delas certamente são gigantes. Na verdade, todos eles obedecem às leis da física em relação às suas órbitas ao redor do Sol, o que nos permite prever seus movimentos com alta precisão e confiabilidade.

O maior receio, contudo, não é um desvio que os coloque em colisão direta conosco, mas sim que, eventualmente, as trajetórias deles cruzem com a nossa. Por essa razão, não podemos simplesmente descartar a possibilidade de impactos.

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