
Nesta quarta-feira (1º), a partir das 4h EST (6h, pelo horário de Brasília), estará aberta a janela de lançamento de um foguete de sondagem da Nasa que foi programado para estudar um misterioso fenômeno atmosférico. Chamada CREX-2, a missão, que originalmente decolaria em 2019, partirá de Andenes, na Ilha de Andoya, na Noruega, para investigar a chamada “cúspide polar” que se forma bem acima do Polo Norte.
Segundo a agência espacial norte-americana, diariamente, por volta do meio-dia local, quando o Sol está em seu ponto mais alto, uma lacuna em forma de funil passa sobre o campo magnético de nosso planeta, na extremidade norte do globo.
O campo magnético da Terra nos protege do vento solar, o fluxo de partículas carregadas que é expelido pela nossa estrela. Com o surgimento da lacuna, conhecida como cúspide polar, esse fluxo consegue uma linha direta de acesso à atmosfera terrestre.
Um dos efeitos provocados por esse fenômeno é que os sinais de rádio e GPS se comportam de maneira estranha quando viajam por essa região. Nos últimos 20 anos, cientistas e operadores de espaçonaves notaram outra coisa estranha: enquanto os veículos espaciais trafegam por ali, eles diminuem involuntariamente a velocidade.
“A cerca de 250 milhas [402 km] acima da Terra, a espaçonave sente mais arrasto, como se tivesse passado por uma lombada”, disse Mark Conde, físico da Universidade de Alaska Fairbanks (UAF) e principal pesquisador da CREX-2 (sigla para Cusp Region Experiment-2, ou Experiência da Região Cúspide-2, em tradução livre).
Segundo Conde, isso ocorre porque o ar na cúspide é visivelmente mais denso do que o ar em outras partes da órbita das espaçonaves ao redor da Terra. No entanto, ninguém sabe por que ou como se dá o evento.
Entre para comentar.