
Inicialmente, a missão seria responsável por realizar o primeiro pouso humano na Lua desde a era Apollo, finalizada em 1972. No entanto, conforme noticiado pelo Olhar Digital, houve uma revisão do planejamento, transferindo essa função para a Artemis 4, que deve ser lançada em 2028.
Com isso, a etapa seguinte ao sucesso que foi a Artemis 2 deixará de ser uma descida lunar e passará a funcionar como um voo tripulado de testes em órbita da Terra, previsto para ocorrer em 2027.
A Artemis 3 será uma das missões mais complexas já realizadas pela NASA. Pela primeira vez, a agência coordenará uma operação com múltiplos lançamentos e forte participação de empresas privadas. Estão envolvidos a cápsula Orion, da própria NASA, e os módulos de pouso desenvolvidos pela SpaceX (Starship) e pela Blue Origin (Blue Moon Mark 2).
A missão começará com o lançamento da Orion pelo foguete Space Launch System (SLS), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A espaçonave levará quatro astronautas para a órbita baixa da Terra. Diferentemente do plano original, o foguete não usará um estágio superior com propulsão ativa.
No lugar desse sistema, será instalado um “espaçador”, uma estrutura com a mesma massa e dimensões do estágio superior, mas sem motores. Esse componente mantém a configuração física do foguete semelhante à de missões futuras. Ele está sendo produzido no Centro Marshall, no Alabama, onde engenheiros trabalham na fabricação e preparação das peças estruturais.
Após o lançamento, a cápsula Orion utilizará seu módulo de serviço, desenvolvido na Europa, para realizar manobras e estabilizar sua órbita ao redor da Terra. Esse sistema é responsável pela propulsão, energia e controle da nave durante toda a missão.
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